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Palavras


Sou catador de palavras
Umas são recicladas
Outras encharcadas
Com as chuvas das vidas
De quem sem palavras
Vivem nas calçadas
Com fome por uma palavra
Sou catador de palavras
Algumas límpidas
Como o orvalho
Outras como cristal
Se quebra atoa
Nos fere na carne
Há também umas...
Tão frias nos faz tremer
Sou catador de palavras
Em juras de amor
Em paixões e partidas
Sou catador de palavras
Sem nexo...
Para os corações de pedras
Palavras juntas formam
Imagem com frescor
De perfume bom...
Palavras de fábulas
Sou catador das palavras
Das parábolas
De quem nos ensinou
Com palavras
Olhar os lírios dos campos
De tanto catar
Fui catado
Pelo Logos
Que se fez carne
O verbo Deus.

Comentários

  1. Muitos desconhecem a grandeza do poder da palavra... Tanto é que poucos sabem usá-las corretamente!
    Lindo poema meu grande amigo... Quanta riqueza sem igual usada neste poema!
    Na oportunidade, agradeço as visitas constantes no meu blog também... Depois estarei postando um poema intitulado "Quisera eu!"... Falo sobre o poder da palavra, mas de outras pespectivas... Abração meu querido!

    ResponderExcluir
  2. Meu amigo, somos escravos do nosso trabalho , do tempo , mas hj deixei de me escravisar para vir visita-lo,e agradecer pela visita, navegando pelas pags do blog fiquei admirada com os textos , muito lindos,
    Parabés!!!!
    Um abraço

    ResponderExcluir

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Amizade

Surge derrepente Já nós vem pronta Atitudes que marcam... Tatuam a alma No profundo do nosso ser Nos faz ir além Surge de madrugada Quando caímos Nos dá a mão A palavra que conserta No frio, é o calor Não marcamos audiência Pára tudo, para nos atender Surge de madrugada Quando nosso carro enguiça Nos devolve o que perdemos... Surge no clarão do dia Na fila de um banco Em um beco sem saída Mãos de enxugam nossas lágrimas Nos leva ao médico Nos visita no hospital Que escuta Nos encoraja Nos mostra seu coração Nos compreende Amizade de perto De longe De um jovem De um adulto de uma criança O estético de gestos A lembrança na oração Nos colocando sempre Diante de Deus.

Sinto em minh'alma

Muitos preferem o conforto da negação Só posso ter certeza Da sua existência só quando eu percebo Meus sentidos me fornecem, cores, Forma, aroma, sabor Tenho que toca-lo... Para que eu diga ele existe Alguém já disse: Penso logo existo É indubitável O quê a alma sente O quê a alma pensa Existe! Deus existe! Ele percebe Quem quer ser percebido E os que não querem Ele existe! Não tem cor, forma ou sabor... Não se pega com as mãos Ídolo estático não é Como o vento não enxergamos Mas sentimos seus efeitos No profundo da alma Penso logo existo! Em meu empirismo radical Em favor da alma Deus existe! Indubitável na alma Dos que creem.

Aparência

Ser prudente se faz preciso Saber o que é um iceberg Uma parte de rocha de gelo Uma parte flutuando nas águas  Só é visto a menor parte A maior está sob as águas  Até quando? Quando pensamos em Cactos Só lembramos dos espinhos Há os com flores Qual melhor ideologia a seguir? Tens certeza? Há muitas flores de plásticos Confundem as abelhas  Até os mais inteligentes se iquivocam Mas ninguém pode exigir Que seus erros mais trágicos Sejam admirados como se Fossem acertos Em nossos ideais de liberdade Caminhamos em escravidão  O homem abstrato que somos Precisa lembra-se que ele é Carne e osso: finito Podendo ou não ser eterno.