segunda-feira, 12 de março de 2018

Diferentes crianças

Somos muitos,ingênuos...
Só que há verdade dos fatos
Atos gritam aos surdos aos cegos
Não queria crer,
O som da dor e brutal
Por convicção ou alienação
Somos gênios em fingir
Nossos sentimentos com cores diferentes
Ficamos semi-indgnados
A dor está distante...
Quem consegue dormir com o choro de uma criança?
Quem consegue dormir com a dor de mil crianças?
No Japão, França, Estados Unidos, Alemanha
Inglaterra.... Não se consegue dormir!
Criança é criança, sempre será criança
É uma verdade este dito ou um fake bem escrito
Há diferentes crianças...
Suas dores, suas cinas
Crianças nascidas na Síria
Vítimas de homens sem alma
Vítimas das Nações Desunidas
A cada dia fica bem estampado
Criança na Síria é outro ser
São crianças vítimas
Da verdade de um humanismo mentira
Mentira...que sabe fingir
Suas dores, a diferentes crianças.
As nações mesmo desunidas
Choraria a morte de mil focas,
Mil golfinhos, mil árvores
Mil crianças na Síria?
Espere! Diferentes crianças!
Iremos colher seus corpos.




domingo, 15 de outubro de 2017

Desinteressante

Não as vejo no jardim, flores
Com dores traçamos destinos
Balas traçantes, mortes, triste instante
Só noticias frias, sem poesia
Cambaleamos entre cinismo e roubo
Há muitos educados pra mentir
Matam o viver e vivem o morrer
Mente que só mente....
Donos da verdade...suas mentiras
Desinteressante nosso instante
Explicações e implicações de erros
Um abismo puxa outro abismo
Homens doutores, usina de corrupção
Com dores traçamos destinos
Pobres meninos suas escolas são trincheiras
Há balas que abalam...
Desinteressante o saber,
Saber que se pode morrer sem nada saber
Não há intervalo de paz
Sabe o que mais dói
Tentam nos vender alguns heróis
Homens com seus pés de lama
Fazem suas propagandas de infalibilidade
Discursos de fariseus, com suas malas escondidas
Nunca haverá flores nem mel
Nossa justiça é fel, rápida aos pequenos
Quanto aos poderosos há um Suprema Corte
Em suas togas negras escondem juízes advogados
Farinha do mesmo saco
Não é preciso dizer mais nada
Tudo está desinteressante
Não coloque a culpa na educação
Muitos estudaram em escolas particulares
Tudo está desinteressante
O homem é produto do meio 
Ou o meio é o produto do homem, perguntas 
Quem nasceu primeiro, a resposta
Imagem e semelhança de Deus
Hoje desinteressante rascunho opaco.
Deus não suporta ajuntamento solene
Com coração cheio de iniquidade
Rezas, orações não as ouço
Volte a ser interessante
Interessado em mudar. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pequeno Davi

Vem pequeno Davi
Vem reinar nos braços de sua mãe
Vem reinar nos afagos de seu pai
Vem a casa e toda sua...
Há leite bom, cama quentinha
Canções de ninar, com olhares de mamãe
Vem Davi respirar a brisa de sua Praia Brava
Fazer seu castelo de areia
Vem Davi enfrentar seus gigantes imaginários
Vem Davi juntos com outras crianças
Vem Davi, revitalizar os brinquedos dos parquinhos
O balanço, a gangorra, o escorrega
Eles precisam, eles se nutrem de riso de uma criança
Vem Davi ouvir as histórias de seus avós
Há uma, a mais lindas de todas as histórias
Ela nos fala sobre o menino Deus
Como ele enfrentou seus gigantes
Como venceu a todos eles
Sem usar nenhuma arma
Com sua bandeira de paz
Amou e ensinou como amar
Como caminhar em ruas tranquilas
Ser como os pequeninos
Vem Davi ainda há muito para te contar.





sexta-feira, 14 de abril de 2017

Além de 1984




Estamos como em 1984?
Estáticos curvados ao Grande irmão 
Há um crime de ideia
Renovar a sua mente
Nos informamos para nos enformar
Criamos a nossa Oceania
Punimos quem pensa diferente
É inimigo pensar diferente
Vivemos a revolução dos bichos
Mundo Orwelliano
Quem foge os padrões 
Há um caça constante em telas
Cruéis jogos reais de guerras...!
Mortos que se movem
Mortos estáticos ao chão
Formar deserto é a regra
Destruir por destruir
Legado de dores, horrores!
Renovar nossa mente
Precisamos urgente!
Estamos todos doentes
Negar a si mesmo, preço a ser pago
A porta é estreita!
Se passarmos por ela acharemos pastagem
Somos frágeis ovelhas
Cheias de carrapiços em busca de um aprisco
Onde não se mata
Rouba ou se mente
Há muitos lobos.... com peles de ovelhas
Só haverá um novo céu uma nossa terra
Quando nos tornamos pequenos irmãos
Quem sempre foi Grande se fez pequeno irmão
Gostava de ser visto e ouvido não como Deus
E sim como Filho do homem
Exemplo para toda terra.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Sonho de Bana

Bana como muitas crianças
Há muito não brinca como criança
Sua Aleppo, ruas de ruínas
Sua casa, ruína, sua escola, ruína
Bombas, fuzis e balas
Não há água, não há luz
A morte não da trégua
lágrimas, lamentos
Porquê tanto sofrimento?
Quê mal fez as crianças?
Bana e outras como  ela
Sonha com o fim da guerra
Guerra dos adultos
Guerra de quem não pensa como as crianças
Bana sonha...sonhos bons para sua Síria
Sonha em ensinar crianças e adultos
Como vencer suas guerras....
Sem morte, sequelas
Abrir mão de suas verdades
Todas elas são mentiras
Todas elas são vaidades de maldades
Bona diga a todos que a verdadeira Verdade
Não mata, não faz injustiça
Ama a todos principalmente as crianças
Ela não vem de fora para dentro
Vem de dentro para fora
A quem se fizer como criança
Bana cresça mas seja sempre criança!
Com soldados e bombas
Não mais veremos sua sonhada Síria.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

INVASÃO

Há um ponto fora da curva
Vejo tudo fora da ordem...
Poesia fria...não queria que assim fosse
Muita informação, pouco saber
Muita enformação
Não é um erro de grafia
É a forma do mundo
O saber não está em banco da escola
Há pontos fora da curva
Lições do desaprender
Mestres sem alunos
Alunos mestres de si
Lugares onde se ri ou se chora
Hospital ou escola onde estamos?
Gasto de energia inútil...Massa de manobra
Velho discurso...mudar!
Vamos mudar o outro,  eu?! Eu não mudo
A lição do Mestre dos Mestres
Não sei e nem quero aprender a
Não se guarda vinho novo em odre velho
Sangue e lágrimas no pátio da escola
Uma lápide, um deboche
Aqui jaz o saber
Professores em dores,  alunos aos gritos
Até quando essa velha palavra de ordem?
Até quando essa desinteligência?
Invasão de ocupação
É para aprender? A escola a quem pertence?
Gritam os pais! Lágrimas dos mestres!
Mudança de fora para dentro, não muda
Mudança prédio caiado!
Mudar de dentro para fora, será assim?
Se não assim, damos tiros em nossos pés
Desaprendemos todos!
Gastemos nossas energias em emoções úteis!
Cada um com seu saber
Em seu tempo próprio e seu espaço
Respeitemos o próximo!









terça-feira, 14 de junho de 2016

Prazer de ensinar

Quem poderia ter tanto prazer?
Deixar o seu lar céu
Para viver o fel
O mundo cão em caos
Quem poderia deixar o seu tempo eterno?
Para viver instantes cruéis
Tempo finito dos homens
Deixar suas ruas de ouro
Para viver o drama da lama iníqua dos homens
Houve a Palavra que se fez carne
O pleno trazer de se doar
Prazer de ensinar          
Doentes do corpo, da alma e da mente
Um brado do céu se ouviu
Este é meu filho amado, ele me dá prazer
Livro desatado e aberto
Sem o véu da separação
Ele fora, ele é o Mestre dos mestres
Simples sem pompa, sem anel no dedo
Não escreveu nenhum livro
Mas era ele sua própria matéria
A palavra de ricas licões
Que homem é esse?!!
Sua paixāo de ensinar sobre a vida
Quando a morte o rondava
Que Mestre é esse?!
A morte o rondava! Ele não desistia
De seu sonho fez sua meta
Salvar vidas de todas as nacões
Suas licões como vencer a morte
Com seus discursos fez multidōes de discípulos
Ensinou-os a caminhar dentro de si
E perceberem o prazer de beber em sua fonte
Fonte da água da Vida.




quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Nossas fomes

Sempre os mesmo desejos
Ano após ano...séculos...
Sonhos de dias melhores...
Por onde o homem passou
Deixou suas marcas...
A maior de todas
A marca da dor da fome
Duvido você ser o mesmo
Depois de ouvir a dor da fome
A maior de todas as dores
Dor da fome...
Ela afeta além do físico
Aos que têm alma, afeta...
Não há nada mais triste e cruel
Que choro em uma criança
Estou com dor!
Mães e pais também famintos
Perguntam por perguntar
E as pobres criaturinhas apertando seus ventres
Respondem estou com dor da fome!
Dor da fome na África, dor da fome na Síria...
A maior de todas as fomes; dor da fome
Tenho fome para ver gerações de  A,Y e Z
Abrindo suas janelas para sentir e ouvir
A dor da fome...
Gerações de Y a Z crie seus inventos
Não se demorem...em seus jogos de guerra
O quê sobram em suas mesas.....
Podem acabar com a dor da fome...






segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sonhos dos peixes

Os peixes sonham com água
O homem é seu fel
Há muitos não sonham com  mel
O Rio que era doce...
De ferrugem amargou-se
Vale de lama...
Gosma de ferro
Há homens que sonham com os peixes
Peixes e homens sonham com água
Todos cobertos de lama
Ferro do vil metal
Pedras rejeitos...escorrem...
Vale que um dia fora doce
Tudo tão amargo...
Casas não há...lares se foram
Lágrimas em lamas
Lembranças se foram
Dias e dias....agonias
Tudo escorrendo ...
Homens indigentes...
flora e fauna...doentes
Rumo ao mar... nossa próxima vitima
Os homens e seus castelos de lama...




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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O preço

Tudo tem seu preço
O trem não pará ...
O da Central, o preço da pressa...
Passemos bem devagar!
Como em um minuto de silêncio
Há um corpo frio sobre a linha
Nada há de se fazer...
Não toque suas mãos!
O trem tem pressa de chegar
De quem  é o corpo?
É do outro...
Não irá se mover
Da mesma forma não irá se mover
O maquinista, o chefe da estação
todos estão mortos
Não morreram naquele dia
Morreram e faz tempo
Estão a cada dia mais frios
A lição do Bom Samaritano
Aqui não se pratica
Desfalecido ou morto?
Não toque é coisa pra perito!
O trem passa bem devagar...
O corpo frio sobre a linha
Corpos frios na plataforma
Assistindo a cena imbecil
Mortos, carregando o morto
Olhares sem ação...
O trem tem pressa...







domingo, 7 de junho de 2015

Falar só

Muitas vezes falo só
Fiel amigo Argos
E você sabe o quê é ficar só
Muitas vezes fico em meus solilóquios
Fiel amigo sempre esperamos nosso Ulisses
Muitas vezes esperamos o último alhar
Não fazemos mais parte das conversas
Refletir dói a cabeça....
Somos deixados de lado
Mundo veloz em todos os sentidos
Poesia, minha poesia, estamos fora da ordem
Quem se importa com nossos versos ?
Contamos nos dedos,somos poucos Argos
Há também poucos Ulisses
Para algumas Penélopes você não mais existe
Como mudar este olhar?
Reciclar vidas....máquinas e robôs
Sangue e Silício...
Eu suplico!
Não quero morrer sem o seu olhar
Tenho palavras,  se eu morrer
Aqui jaz a poesia
Não há túmulo para o que é eterno
eu volto sempre...







quinta-feira, 23 de abril de 2015

Faz tempo...

Agonizam as Savelhas e outros peixes
Faz tempo...a culpa? Não é minha
A culpa não é sua...é do outro...
Sabemos como maquiar nossas águas
Sabemos como maquiar nossas desculpas
Nosso mar, nossas lagoas são vistas do alto
Não é hora para remexer suas águas
Escondam nossos peixes, agora é festa
A esperada festa Olímpica...
disputas, recordes, podiums, medalhas...
joguemos limpo...cuidado com os testes antidoping
e agora maquiaram nossas águas...?
Se tudo for sério nossas águas estão hiper dopadas
eu esqueci, as águas já são punidas faz tempo...
Nossas águas faz tempo, não são águas
quanto  aos nossos peixes...?
Faremos uma nova cidade, Porto Maravilha!
O maior aquário da América Latina
Só não combinaram com os peixes
A onde eles querem morar
Em gaiolas de vidros?
O homem é seus inventos...
Porque não reinventar nosso antigo mar?
Barcos movidos á velas
Somos os primeiros em ilusão
Os primeiros em fantasias
Faz tempo....é preciso uma brisa boa...
Agonizamos entre balas perdidas
Gostaria que tudo isto fosse mentira...

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sons do silêncio

Tenho tentado entender
Não consigo conceber
O que fazer com meu lapidar
Cinzelar o silêncio...escultura de horror
A cada martelar sons de dores
Cinzelar o silêncio...
Abstrato sem rosto
Imagem sem sabor
Gritos...dentro em mim...
Não posso olhar para frente
Se olhar para trás viro estátua de sal
Saio de Sodoma entre em Gomorra
Meu martelar... lapidar de horror
Minha terra está em guerra
Diga-me é mentira ?
Há sons do silêncio
Os homens estão cegos, surdos e mudos
As pedras
Elas são brutas
Clamam por vidas
Voz de trovão...gritos, urros...
Garganta seca... .
Água!...água!
Principio das dores....
O fim disto tudo só um é que sabe.