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O chamado

Tenho pouca visão Em enxergar as lágrimas Angústias não verbalizadas Tenho pouca visão em observar Há uma dor no outro Minha visão rasteira Superficial não vê O profundo de uma dor Tenho um sonho que é só meu Não me aquieto Corro com meu pensamento Gessado em só me observar A ciência do conhecimento Os pensamentos alçam voos A arte de criar O excessivo enfadar As asas dos meus voos Na poluição dos aplausos Eu não me enxergo Em um silenciar Em meu quarto Eu não me enxergo Em cuidar dos outros Observar as lágrimas E em silêncio Dizer eu vou te ouvir Iremos chorar Iremos sorrir Eu e você Sou todo seu Hoje iremos olhar Além das estrelas Falaremos com Deus Precisamos nos enxergar

Pelas ruas

Sou feliz em ver Em orvalho pérolas Em uvas brilhantes Homens diamantes Sem um lapidar Será meu olhar ? Serenidade e poesia Respirar bem profundo O nascer de uma manhã Ver o viajar das borboletas Não interromper os sonhos As crianças nos esperam Nos balanços das praças Em uma pipa no ar E nos barquinhos de papel Viajar outros mares Não ter vergonha E rir com os erros E acertar com os conselhos Tirar de dentro de si Seus sonhos e sorrir A sombra das árvores Ver o cantar dos pássaros Plante sua semente Ela quer nascer Sonhe coisas belas De amor, busque amar Ele não está fora de ordem Pelas ruas cante Ouça , observe As flores das praças Aos homens sem graça Diga vamos viver Alguém está a sua espera O autor da vida Falou assim Um olhar de poesia A minha paz vos dou

Vida seca

Meu Deus me socorre Com é triste meu vivê Severino foi embora Me deixou apadecê Com uma ruma de menino Eu não sei o que fazê O gado está morrendo Não tem o que cumê Eu que sou carpideira Hoje choro mais um fio Isto corta o coração É triste o meu destino Mande água Senhô É o que mais quero Um açude bem cheinho Água de muito inverno Severino quer vortá Estou sonhado com este dia Continuo no mermo lugar Quero ter uma alegria Mande água Senhô Como é triste meu destino Mande água Senhô Um açude bem cheinho ( Os erros são propositais )

Superação

Resiliência total O filho de Deus Quis ser chamado assim O Filho do Homem Veio no outono de muitos Entre as folhas secas Nos trazer a primavera Em criar oportunidades Para amar Compaixão, tolerância Nos ensinou ir além Para aturar Acidez das palavras Você não me quer? Um olhar sempre a dizer Eu o quero Em um viver feliz Ele não suga a ninguém Um olhar em socorro Aos sem ritmos Aos tristes Conhece os disfarces Dos artistas Dos doutores Um olhar suave Vê os rascunhos de vidas Quer em nós pintar Um quadro melhor Com nossas fragilidades O prazer de nos fazer felizes Nos responder com pergunta O que dizem quem sou? Se bebermos de sua água Saberemos o que é ir além Dar a outra face Ser resiliente.

Sua face

Uma neurose Descabida, com medidas Rondando as noite Rondando os dias Amamos conviver como os simples Mas complicamos as relações Mudamos nosso humor O medo da crítica Vexame As mentes brilhantes Os aplausos Meu ego, meu super ego Um balão de gás Vendemos nossa liberdade Qualquer preço Nos trocamos com facilidade Vírus do orgulho Os absurdos Vaidades Um sobreviver Não ficamos mais vermelhos É natural o mentir Queremos ser deuses Queremos ser reis Queremos ter fama O Deus verdadeiro Quis apenas ser homem O Servo Jesus

Sossego

Aquietai vos No Sossego de um Deus A calma a alma Um caminhar melhor Uma paz que não incomoda Não julgai vos Compaixão, perdão Ver o outro Trazer um conforto Dizer posso ajudar O Silêncio contigo Um conversar com o Pai Misericórdia de nós Consolação Sua mão Nos aponta o viver Uma paz sem medida Os guardas precisam ter As crianças precisam nascer Sabendo de ti Os idosos Lições de vidas Canções de louvor Lares, ruas, cidades Tudo será bem sucedido Quando o Senhor é contigo Sossegai.

Vou ouvir

Vou ouvir Os sons dos becos Não é canção alegre Alguém se importa comigo Pai, ai ! O que se acaba O que perece Não alimenta Há um frio De um abraço A cegueira de um olhar As lágrimas vão ao chão Se estancam sem solução De um próximo distante Arrogantes, farsantes Não têm tempo Desvalido Geme Treme Fere A carne de quem sofre Pai, ai ! Como cessar a morte E formar uma vida Só comendo o Pão Bebendo a água Da vida Não há fila Os últimos serão os primeiros Uma sentença eterna Muitos não pensam assim Triste fim