quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Meu solo


Aos botânicos, os jardineiros
Quero oferecer alimento
Conheço a terra
Conheço de água
Conheço de luz
Quero ensina-los o plantar
Há pressa em se colher
A receita do semear
Indicar é não fazer
Não é semear
Faço germinar
A semente menor
Semeador entendo de chão
Semente que não cai no canteiro
Haverá dia de desespero
Solo de pedra a raiz não vai longe
Grandes e pequenos canteiros
Todos precisam aprender
A semente do viver
Semente em espinhos
Cresce sufocada
Quem tem ouvido para ouvir ?
Semente de mostarda
Pequena quase nada
Sombra, alimento dos homens
Abrigo dos pássaros
Vida em harmonia
Quem sabe lavrar ?
O filho do homem
Ele conheço o seu canteiro
Ele é a própria semente
Para um fruto sem fim

2 comentários:

  1. Meu amigo Aguiar, que saudade de ler tua poesia.

    Estou chegando de volta, parece redundante né? rs

    Precisamos espalhar a semente assim como Jesus o fez, alguns hão de cair em meio a espinhos, outras por entre as pedras, mas alguns irão brotar e torna-se semeadoras de verdades...

    Que Deus te abençoe e faça de teu fim de semana algo fantástico!

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  2. Meu amigo poeta,

    Agradeço as palavras que me deixou, semeador de palavras-sentimentos que tocam a flor do segredo das almas que buscam sentido!

    Que tenha uma semana de Luz!

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Desinteressante

Não as vejo no jardim, flores Com dores traçamos destinos Balas traçantes, mortes, triste instante Só noticias frias, sem poesia Cambale...