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Dar voltas

Vamos dar um rolezinho Sim um rolezinho dentro de nós Chame os manos, as minas  Precisamos de um papo reto Há um abandono intelectual Escolas sem alunos Alunos sem professores Há um abandono, não se aprende a ser Neste admirável mundo novo Só nosso rolezinho é tão velho Vamos ocupar nossas praças Nos shoppings só os sentidos fazem sentido Só o prazer  de se ter, novidades de vaidades No Maranhão há umas pedrinhas Escaparam pelas mãos,  Atingiram Ana Clara Inocente criança  Ela pagou o preço Vamos dar um rolezinho Hoje pensamos mais em prisões Onde há escolas? Dinheiro não se faz o saber Rio, São Paulo, Brasilia Tudo na mesma agonia Vamos dar um rolezinho Em nosso pobre Piauí Há um saber em Cocal dos Alves Vamos dar um rolezinho onde se dão as maõs Augustinho Brandão onde o dever de casa se faz bem feito, modelo para muitos Vamos dar um rolezinho Dentro de nós Só se muda se eu mudar Estamos presos Não sabemos o que é ser livre Vida ...

Selfies

Esticar o braço apontando para o rosto Autorretrato se espalha... Há uma intenção, prazer, diversão O mundo é dos Selfies... Vivemos de imagens... vivemos à narcisar A vida é mais que imagem  A imagem pode ser vida Perpetuar o tempo, Perpetuar o espaço 0 gene do ego Richard Dawkins  diz isto Gene de uma cultura Luzes que geram cópias Agradáveis,com risos Não tão bem com lágrimas Possuem um significado Imagem do lado de fora Estamos em uma corrida Na velocidade da luz Logo virão as imagens de dentro Retrato do pensamento Saberemos os intentos Imagens ou máculas? Símbolos do bem Símbolos do mal Onde encontrar coragem para mostra seu perfil de dentro? imagens de todo seu pensar A hora irá chegar Não sei se haverá Selfies Querendo compartilhar Suas massas cinzentas faces sem ceras

fragmentos

Pedaços dos que não tem pedaço Não quero ser universal Há dor em minha aldeia Há ex-homens, ex-meninos Pedaços dos que não tem pedaço Tolstói ! falo de minha aldeia Onde nas praças há um exército Dormindo em caixa de papelão Há um aviso: Cuidado frágil Não é sátira nem virtual... Sísifo global Há uma ferida em minha aldeia O trinômio hoje é outro: guerra, droga e fome Estamos na era das chacinas Pensam muitos porque plantar árvores  e não ver seus frutos? Porque ensinar os meninos se não vemos os homens? Em nossas praças tropeçamos em pedras Estamos mumificados com nossas teorias Seres franzinos... juntam suas latinhas elas se transformam em pão, pedra e pó Não há tempo a era é da velocidade Não se brinca,não há sorriso Há dias que não somos capazes Voltemos amanhã, será que haverá? Nos falta a continuidade... Quem irá viver a sombra do que plantamos? Se é que plantamos Dê seu pedaço a quem não tem pedaço Deixemos nossa rede virtual Precisamos pescar h...

Sem sentido

Uivam as cidades,  gemem os homens Serpentes ardentes voam no asfalto Assolação da destruição Uivam todos, soberbos e tiranos São horrendos  nossos dias Um bloco negro que já havia em nós invadiram as ruas Feito língua de sapo Contida quando alimentada com  roupas de marcas Exposta quando busca seu mosquito mau por mal Não mostram suas caras Não é preciso São pelos frutos que se conhece a árvore Uivam as cidades em busca de um culpado Os homens escondem seus rostos Se me ouvires comereis o melhor da terra Coração negro, face escondida Black bloc  tênis negro da Nike Não haverá mais cidade O mal tornará estopa  Sua obra faísca Ambos irão arder Não há ônibus nem metrô Lixeiras não haverá Como fugir? Para onde fugir? Só se vence o mal com o bem Isto é  para White bloc Dos que não escondem suas faces

Olhar de pedra

O que me afeta  Olhar de pedra Ele me afeta Eu estou sóbrio Seu olhar embriagado Não me vê Não se move é pedra Lágrimas poeira... Por alguns instantes Quero ser seus livros Uma história de amor Com abraços e beijos O que me afeta Seu olhar de pedra Não sou romance  Sou a pobre poesia Estou em extinção Vivo no coração Durmo em cama de palavras Me cubro com versos sem rimas Sonho por um olhar  de carne é osso O mundo está paralisado Me diga eu já morri? Estas vivo! Sua amada mais ainda Poesia minha querida Há olhares que são pedras Outros poucos retinas

Ser Síria

Quero remover escombro Vejo reverberar nesta catástrofe Olhares sem bússula, paredes sem portas Não há vizinhos nem visitas Não há escolas, igrejas, mesquitas Não há chaves para alegria Rostos apagados pelo medo De todos os males o que mais mata A verdade dos homens Na Síria há uma fome de matar Na Síria uma fome de morrer Exterminação do outro, porque  é o outro Violência fascista sangue em toda pista Há uma bruma no céu de Damasco Há inocentes, idosos, indigentes Seres caidos ao chão Bruma, maldita! Não haverá flores, só dores Pode haver mais horrores Armas quimicas Mortos em pé, mortos deitados De quem é a culpa? Vamos remover escombros Onde há crianças?  onde ser Síria? Em algum lugar, onde houver comodidade Senhores do chá das cinco Em suas amenidades de gole em gole Pense suas chacinas... triste cina Nos ajudem a ser Síria

Silêncio

Seu silêncio me dói Seu olhar não me vê Quero o porque? Quando busco viver Busco vidas Busco seu oxigênio Busco gerar palavras  Grito ao seu silêncio Não me deixe morrer Seu olhar mudo Sua indiferente Deixa eu esfregar seu coração Meus dedos tem palavras Linguagem necessária Lenço para os olhos No tempo dos sem tempo Tempo dos sem afetos Tempo líquido, éter Nada concreto Pele sem alma Visão congelada Só pra lembrar Há palavras... E elas foram ditas Não tente mata-las Elas brotam em versos Irão dizer em seu sono Acorde... sinta meus beijos Palavras... poesias