sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Olhar de pedra

O que me afeta 
Olhar de pedra
Ele me afeta
Eu estou sóbrio
Seu olhar embriagado
Não me vê
Não se move é pedra
Lágrimas poeira...
Por alguns instantes
Quero ser seus livros
Uma história de amor
Com abraços e beijos
O que me afeta
Seu olhar de pedra
Não sou romance 
Sou a pobre poesia
Estou em extinção
Vivo no coração
Durmo em cama de palavras
Me cubro com versos sem rimas
Sonho por um olhar 
de carne é osso
O mundo está paralisado
Me diga eu já morri?
Estas vivo!
Sua amada mais ainda
Poesia minha querida
Há olhares que são pedras
Outros poucos retinas

3 comentários:

  1. Aguiar, belas palavras.
    "Sou a pobre poesia
    Estou em extinção"

    Vamos levantar a bandeira da poesia.
    Abraço!

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  2. Aguiar, como é bom ler essa bela poesia meu amigo, com certeza vinda do fundo do seu coração. Belas palavras cheias de sentidos para refletir. Continue assim com esse seu desabafo poético.

    Quero te agradecer os comentários que sempre faz em meus blogs e dizer que é uma honra poder contar com eles que sempre enriquece o debate. Meu muito obrigado mesmo de coração.

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