quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sem sentido

Uivam as cidades,  gemem os homens
Serpentes ardentes voam no asfalto
Assolação da destruição
Uivam todos, soberbos e tiranos
São horrendos  nossos dias
Um bloco negro que já havia em nós
invadiram as ruas
Feito língua de sapo
Contida quando alimentada
com  roupas de marcas
Exposta quando busca seu mosquito
mau por mal
Não mostram suas caras
Não é preciso
São pelos frutos que se conhece a árvore
Uivam as cidades em busca de um culpado
Os homens escondem seus rostos
Se me ouvires comereis o melhor da terra
Coração negro, face escondida
Black bloc  tênis negro da Nike
Não haverá mais cidade
O mal tornará estopa 
Sua obra faísca
Ambos irão arder
Não há ônibus nem metrô
Lixeiras não haverá
Como fugir? Para onde fugir?
Só se vence o mal com o bem
Isto é  para White bloc
Dos que não escondem suas faces

2 comentários:

  1. Aguiar, esse assunto rendeu calorosas discussões na universidade. Parabéns pela ousadia e sensibilidade do poema.
    Destaco a frase: "São pelos frutos que se conhece a árvore".

    Abraço!
    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Só se vence um mal, com outro mal bem maior.
    Palmas para o poema.
    Beijos!!

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