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O novo

Nos fogos o comemorar Nas taças as mesmices Comemorar, as tolices Celebrar os velhos hábitos Nada muda... se nada muda Se não nascer de novo Nicodemos não irá saber O que é o viver Escola dos homens. Não ensina viver Tanta tecnologia Tanta filosofia Homem carne e silício Lições de neuroses Compulsão, híbrida ação Homem e máquina Só haverá um novo O mudar por dentro Não da água, não da carne Nascer em espírito Expirtar a soberba Um renovar de mente Buscar compreender A vontade do Criador Senhor do tempo Do espaço Na terra, no céu

Ausência

O que mais dói é a ausência Ausência de palavra Ausência de um olhar Ausência de um afeto Ausência de amor Dói minhas células A indiferença dói Poros, artérias e nervos Flores sem palavras Palavra sem pessoas Silêncio que dói Noites, dias, madrugadas Sem palavra, dói Silêncio devastador Praças sem crianças Caixa de entrada sem e-mail É um grito arranhando meu ser Ausência indica um secreto mau Com dor eu nasci Com dor aprendi Com dor compreendi Antes que a palavra chegue Em minha boca Há alguém presente Que sabe e sente Que viveu as ausências Rejeição, incompreensões Gritos, palavras de morte Reprovado por muitos Que viva a morte...Barrabás Morra a vida... Jesus Os homens e suas escolhas... Na presença de todos Mataram o amor Ausente em muitos Presente, sempre Autor da vida E de dor ele entende O que mais dói E como dói Amor ausente em muitos.

Meus cacos

Com os pés de vidro Cacos, veredas em dores Amores, dissabores Caminhos, trincas Sofri e fiz sofrer Quis juntar os cacos Pedaços que não se unem Meu espelho interno Vejo imagem baça Sou vaga-lume inconstante Mariposa que briga com a luz Cacos, pedaços Coração, diamante cru Esfacelado, gemendo Sangrando, cortando Consolado em enganos Noites, insônias Sonhar pesadelos Manhãs sem sol Socorro! socorre-me Quem pode me ajudar? Quero ser um pouco feliz Quem pode me amar? Quem pode meus cacos juntar? Quero ver as manhãs de paz Vaso quebrado.... só um novo Não se cola diamante Quer ser barro? Sou oleiro Faço de você um vaso Um vaso novo! Sou Deus, conserto tudo Queres ser barro ? Tens minhas mãos.

Gente

Eu quero Aprender ser gente Eu gosto de gente Não é fácil gostar de gente Preciso aprender mais Há gente como há gente... Gente que me faz chorar Há quê me ignora Gente me faz pensar Gente nas ruas Esquinas Gente com conforto Gente em conflito Gente que me olha nos olhos Gente que me vê pelas costas Gente que vê minh'alma Eu gosto de gente Que me agita Que me acalma Enxuga minhas lágrimas Eu preciso de gente Na escassez dos meus castelos Na fartura do meu casebre Gente que frequenta meus sonhos Gente humilde Gente mansidão Gente que se doa Gente que perdoa Quero ser gente Não só de palavras Gente com coração Que observa Com gestos e ações Quero ser gente lapidada Por quem mais entende de Gente Escultor Jesus.

Distração

Há uma concentração Manipulada pelo deus eu Há uma compulsão Concentração na distração Imagens e sons Luzes de néon Um viver equívoco Égide do espetacular Movido pelo pó Triste nó Um subir e descer Montanhas de ilusão Morros de frustração Depressão Há uma excitação de instante Choro constante Percepção banal Um subir e descer Condenado a carregar Pedras de um pecar Feito Sísifo Subir e descer Preso ao castigo Compulsão de repetição Triste distração Suportar o insuportável O impalpável ser palpável Endereço superior O Deus que nos criou Vejamos a sua imagem Visões de felicidades Sempre... sempre...

Insofismável

Flor de papel O beija-flor se ilude O homem engana a muitos E se engana Imagem em Cera Rascunho de um ser Em veredas escuras Sabe palavras de guerras Se guiando por estrelas Atitudes frias Inquietações Fala o que não vive Vive e não fala Alguém está chorando lá fora Estou em minha hora A Sofismar a verdade Teoria, opinião, religião A verdade é a vítima Mundo cão Solitário e solidão Morte sem perdão Mundo caos Oráculos de fortunas Escuridão... O Insofismável Ama em todas as circuntâncias Em todas as línguas Com todas as raças O imultável o indescritível O insondável Preço de uma Vida A leveza de uma paz A certeza de todas as manhãs O sol de todas as vidas O Deus que se fez homem O Insofismável ... eternamente... Semente do amor A quem se faz de jardim. Conhecerá seu Insofismável perfume Sentindo junto a ele O verdadeiro existir.

Sabedoria

Não só o nome Um querer saber Que mundo pisar Que teto viver? Colo de um conforto O leite da felicidade A ingenuidade tão boa Venho dos mistérios do eterno A Caminho de um viver No colo de minha mãe Carinho, canções de ninar Corro com meus olhinhos Desvendo a luz das manhãs Em meus brinquedos de paz Saber sobre A Vida O que ela me trás Sobre o Caminho O que ele me faz Um nome não é tudo As criaturas precisam saber Não basta um humano nascer Meu nome preciso valer No reino dos pequeninos Um lugar para todos Que se fazem como Sophia Sabedoria de Deus