segunda-feira, 20 de junho de 2011

Flash


Em situações de pouca luz
Um flash pode iluminar
A poesia tão real
Pode ser um sonho
Um Zum, um retrato
A cidade e seus maltratos
O catador de papel
Seu carrinho de Mão
Papéis, plásticos, papelões
Tudo isto pode se tornar
Casa, cama, feijão
Neste vai e vem nas ruas
O sonho de uma sobra melhor
O que vê entre os restos
Um bêbado ao chão
Meninos esticados à calçada
Em outra esquina, três mulheres
Franzinas, marcando o ponto
O que mais lhe chama atenção
Não são os olhos das mulheres
E nem tão pouco seus corpos
São as latinhas de cervejas e suas mãos
Ele aguarda o último gole
Estas latas serão pães
Pensou o catador um pensar ecológico
Em que usina transformar
Os meninos, as mulheres e os bêbados?
Nas usinas dos homens não os vejo...
Quem sabe haverá catadores de homens ?
Carregando estas criaturas
Para a usina de Deus.

2 comentários:

  1. Enquanto o catador de papel gnha a viida limpando a sujeira nossos políticos passam impune pela vida.

    Seo Aguiar, obrigado pelo cometário lá em meu blog. Sei que as vezes posso ser chato falando das falcatruas dos nossos políticos; mas não consigo me calar diante de tanta sujeira que vem a tona todo dia; fora aquelas jogadas debaixo do tapete.

    Sei que o senhor também, pelo que dá para perceber, não se conforma com eu, porque não escreve alguma coisa no blog, faça como eu! desabafe! Seria mais uma voz!
    Pense nisso!

    Abraço

    ResponderExcluir
  2. É meu amigo, a miséria espalha-se pelo mundo ganhando mais e mais espaço, mas essa miséria não é apenas a falta de substâncias que são preciosas a vida, há misérias também no sentir humano, o homem anda desaprendendo a a ser humano, deixando que o amor esfrie, e junto com o amor esfrie também a fé.

    Embora essa fé humana esteja congelada em alguns, Deus nunca perde sua fé no homem, e é por isso que ele enviou seu precioso filho para catar os que ainda são amorosos, e os que não são amorosos porque não tiveram oportunidade de conhecer o amor.

    Eu também ando amando fazer poemas sociais meu amigo, esse é nosso grito de alerta a nossa bandeira branca de paz.

    ResponderExcluir