Pular para o conteúdo principal

Postagens

O filme

Em tela que não é plana A poesia em agonia Virando notícia fria Não paguei para chorar esta cena Todas as manhãs imagens similares Cores de sangue, dores Batman não pode conter A Aurora negra Nada ficção, Acão! Cavaleiro das trevas Ressurge em cada esquina Rio, São Paulo, Síria... Fanáticos, lunáticos Zumbis movidos por pedras Destroem a flor em botão Não paguei para chorar... Cenas de juventude em miserabilidade Filme sem rumo Choro real em muitas casas Pavores , horrores.... Em Cenas ressurgem Mocinhos , bandidos Um silêncio de dores O filme não acabou Lágrimas... lágrimas

Essência

Triste fim é assim Razão por demais Nos inquietou Matou, feriu, destruiu A essência esquecida Dela os pássaros dependem Dela abelhas e flores O homem não percebe A racionalidade de ter A razão que destrói As ruínas marcam nossa passagem Nossa essência estudos de ciências A imagem de Deus se perdeu O homem um retrato opaco Da essência desta terra Somos criados, imagem... Não rascunho.... opaco Seres com alma Me resta saber Como serão as vidas Guiadas por robôs humanoides? Ocupando praças, projetando vidas Não mais a essência Divina Máquinas imagens dos homens Vidas sem Vida.

Em um Canto

Tenho chorado Não é figura É linguagem de uma dor A semente do amor Não sei, fora pisada Minha esperança Homens crianças... Os homens de pedras... Tenho chorado Estou desfigurado Minha intenção Plantar e colher Há inverno nos homens Minha semente Entre o asfalto e a calçada No canto de uma marquise Irá brotar? Um menino me diz Tio que frio... Minha semente Trigo...somente Trigo semente Abrir a mão Minha intenção Minhas lágrimas Gotas de ação Pão para o corpo Pão para a alma Há fome Com nome Sobre nome... João Ninguém Da boca ao coração Se o pão germinar Haverá um outro ser Com nome e sobrenome João Filho de Deus.

A verdade

A vida não é alegre Ainda não somos capazes Há ameaças...o caos Não nos rendemos As explicações divina Nietzsche e seu deus Você tem razão... Alias ele nunca existiu Morreu....o homem E o super-homem Estamos procurando Onde está, onde atua...? Nas casas, nos becos, nas ruas ?! Feito pela mãos dos homens Tem boca não fala... Tem ouvido não ouve O deus de Nietzsche Não fora encontrado A nanotecnologia Enxerga o minúsculo O super-homem É muito raquitico Estamos com dores Estamos com medo Perdemos os anéis Perdemos os dedos Precisamos sobreviver Os dias são negros Precisamos dizer não Indefinidas...teorias se repetem O que mudou?....nada Há algo definido Inteligente Nietzsche Onde estava seu saber Em seu iluminado ateismo ? Algo que não envelhece Não morre Feito água Feito luz Não criou teoria Ele um humilde homem Morreu por amor A verdade definida Imutabilidade Encontrar saída? Não carregue suas mochilas Teorias...sofismas Deus não morreu. ...

Anjos

Há anjos em nosso meio Anjos falam nossa língua Não enxergamos Não hospedamos A lição de Ló esquecemos A cidade em caos Uma Gomorra que morre Sem dono... Sodoma Os Anjos falam Por minha boca Por tua boca? Não temas, eles falam A terra treme A terra geme O principio das dores Quando o fim ? Não há data Não há dia Não há ano Não ouça os homens Com os anjos Em um piscar de olhos Em nuvens virá O dia fatal O juízo eternal O salvador das vidas Será saudado... Pelos anjos pelos homens Homens que se fizeram de meninos O dia fatal... O dia do choro eternal Choro de tristeza Choro de alegria Tudo está consumado.

Nomes

Não se pode ver Não há tempo, espaço Elas têm nomes Elas rolam marcando Fogo, ferro, água Seus nomes são lágrimas Abandono, cão sem dono Desamor...elas rolam Está na boca do Acre Inundando as casas Animais e homens A espera da arca de Noé A espera de um pé A espera de uma mão As chuvas que não secam Fogo, ferro e brasa As lágrimas tem codinomes Descaso, omissão, fome Está no ventre do Piauí Lágrimas sem água A espera de um pé Mato qualquer... Chão rachado Quando virá lágrimas? Chorar conosco E nos trazer Uns dois dedinhos de água Estas gotas invisíveis Em meu rosto têm nomes Solidão, sofridão... Não quero ofende-los São lágrimas...

Flor em deserto

A caravana vê os cactus Espinhos , não flores Quem anda em deserto Só espera água E morrer na areia Um olhar em desalento Um olhar desatento Deserto, garganta sedenta Lá está solitária beleza A água do seu olhar virá ? Uma flor dura pouco Instantes de vida Rara beleza Sombras que refrescam Retinas atinam Pode não haver o amanhã Ficarão as águas Nuvens sem chuvas Sinais não exatos Lá estão cactus... Lá estão espinhos... Lá a bela flor... Será para quem? Viajantes que se arriscam Olhar uma flor Acharão fontes... Lágrimas de alegria Flores e homens Paisagens amenas Nem só de água vive a flor Nem só de água vive o homem