terça-feira, 17 de abril de 2012

Flor em deserto

A caravana vê os cactus
Espinhos , não flores
Quem anda em deserto
Só espera água
E morrer na areia
Um olhar em desalento
Um olhar desatento
Deserto, garganta sedenta
Lá está solitária beleza
A água do seu olhar virá ?
Uma flor dura pouco
Instantes de vida
Rara beleza
Sombras que refrescam
Retinas atinam
Pode não haver o amanhã
Ficarão as águas
Nuvens sem chuvas
Sinais não exatos
Lá estão cactus...
Lá estão espinhos...
Lá a bela flor...
Será para quem?
Viajantes que se arriscam
Olhar uma flor
Acharão fontes...
Lágrimas de alegria
Flores e homens
Paisagens amenas
Nem só de água vive a flor
Nem só de água vive o homem

6 comentários:

  1. Lindo! É verdade... nem só de água vive o homem. Vive também de palavras que são verdade e vida... como as palavras de Jesus!...
    Vive também de palavras lindas, simples, mas, profundas... como as palavras dos poetas como você!
    Um grande abraço, meu amigo!

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  2. Irmão Aguiar, respondi seus comentários lá no meu blog. Depois dê uma olhadinha. Um abraço!
    Jôsy

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  3. Sem palavras para descrever o seu poema... Você escreve muito bem. Uma verdadeira fonte de inspiração. Parabéns!!
    Abraço!!

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  4. Nossa... sem palavras... essa poesia já disse tudo!

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