quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nomes




















Não se pode ver
Não há tempo, espaço
Elas têm nomes
Elas rolam marcando
Fogo, ferro, água
Seus nomes são lágrimas
Abandono, cão sem dono
Desamor...elas rolam
Está na boca do Acre
Inundando as casas
Animais e homens
A espera da arca de Noé
A espera de um pé
A espera de uma mão
As chuvas que não secam
Fogo, ferro e brasa
As lágrimas tem codinomes
Descaso, omissão, fome
Está no ventre do Piauí
Lágrimas sem água
A espera de um pé
Mato qualquer...
Chão rachado
Quando virá lágrimas?
Chorar conosco
E nos trazer
Uns dois dedinhos de água
Estas gotas invisíveis
Em meu rosto têm nomes
Solidão, sofridão...
Não quero ofende-los
São lágrimas...

3 comentários:

  1. Lindo, amei esse poema.
    compartilhei no twitter, no face e no orkut

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  2. O clima no Brasil está uma loucura.
    Enquanto uns pedem uma trégua nas chuvas, outros imploram por um pouco de água.
    Sobram "lágrimas" em um lugar e faltam "lágrimas" no outro.

    Belo poema!
    Um abraço!!

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    Respostas
    1. Aguardo suas novidades. Tem novo debate aberto no meu blog. Sua opinião é muito importante, visite!

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