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Embrisar


Um vento calmo conduz
Eu, o mar e meus versos bronzeados
Sem a sua presença...
Corpos e versos pálidos
O sol não se faz poesia
Só uma canção de lamento
Pôr do sol solitário
Não é belo, não há arte
Não é luz, não há líquido
Sem você tudo é concreto
Choro um chumbo pesado
Sinto sede das ondas
Beber de sua presença
Maquiagem, de corpo salgado
Conversas de namorado
Brisa e brasa não se apagam
Dunas que se movem
Levam nosso amor
Sempre que o mar embrisa
Ele me trás você
Em um crepúsculo...
Com sabor de beijo
Grão de areia
Em minha pele
Não dá pra esquecer...

Comentários

  1. O que nos trás saudades é o que nos ajuda a viver, é a força que move muitos dias nossos...

    Tua poesia é belíssima Aguiar, sou fã de tua escrita.

    Abraços pra toda família um especialíssimo pra sua netinha tão fofa.

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  2. Como é romântico esse meu amigo! Linda! Linda, a tua poesia!

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  3. Ver o mar é uma ótima terapia. Gostei muito da poesia.
    Parabéns!!

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  4. Sua poesia remeteu-me ao hino "Conta as muitas bênçãos", às ondas agitadas das nossas vidas... Embora tenhamos dias de ondas agitadas, o amor de Deus circunda toda a nossa vida. Meu amigo, viver o amor é sempre o melhor caminho, o único caminho! Para o qual fomos predestinados a viver. Quando leio suas poesias, paro e medito no tempo, nas bênçãos as quais o Senhor derrama em nossas vidas e agradeço! Agradeço pela nossa amizade, pelo sangue que nos uniu, o qual personifica tão grande amor de Deus. Sinto-me ricamente abençoada, porque os tesouros que Ele acumulou em minha vida, desfrutarei na eternidade: a família preciosa que Cristo me deu. Como sou feliz! Suas poesias circundam essa realidade: o puro, o santo e o verdadeiro amor.
    Linda poesia! Deus o abençoe!!!

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Amizade

Surge derrepente Já nós vem pronta Atitudes que marcam... Tatuam a alma No profundo do nosso ser Nos faz ir além Surge de madrugada Quando caímos Nos dá a mão A palavra que conserta No frio, é o calor Não marcamos audiência Pára tudo, para nos atender Surge de madrugada Quando nosso carro enguiça Nos devolve o que perdemos... Surge no clarão do dia Na fila de um banco Em um beco sem saída Mãos de enxugam nossas lágrimas Nos leva ao médico Nos visita no hospital Que escuta Nos encoraja Nos mostra seu coração Nos compreende Amizade de perto De longe De um jovem De um adulto de uma criança O estético de gestos A lembrança na oração Nos colocando sempre Diante de Deus.

Sinto em minh'alma

Muitos preferem o conforto da negação Só posso ter certeza Da sua existência só quando eu percebo Meus sentidos me fornecem, cores, Forma, aroma, sabor Tenho que toca-lo... Para que eu diga ele existe Alguém já disse: Penso logo existo É indubitável O quê a alma sente O quê a alma pensa Existe! Deus existe! Ele percebe Quem quer ser percebido E os que não querem Ele existe! Não tem cor, forma ou sabor... Não se pega com as mãos Ídolo estático não é Como o vento não enxergamos Mas sentimos seus efeitos No profundo da alma Penso logo existo! Em meu empirismo radical Em favor da alma Deus existe! Indubitável na alma Dos que creem.

Aparência

Ser prudente se faz preciso Saber o que é um iceberg Uma parte de rocha de gelo Uma parte flutuando nas águas  Só é visto a menor parte A maior está sob as águas  Até quando? Quando pensamos em Cactos Só lembramos dos espinhos Há os com flores Qual melhor ideologia a seguir? Tens certeza? Há muitas flores de plásticos Confundem as abelhas  Até os mais inteligentes se iquivocam Mas ninguém pode exigir Que seus erros mais trágicos Sejam admirados como se Fossem acertos Em nossos ideais de liberdade Caminhamos em escravidão  O homem abstrato que somos Precisa lembra-se que ele é Carne e osso: finito Podendo ou não ser eterno.