sexta-feira, 6 de maio de 2011

O lixo


Estou me lixando
A voz de quem iria limpar a cidade
Cuidar das vidas
Melhorar nossas estradas
Ativo dentro de um pensar
Não dou a mínima
As ruas sangrando nossos lixos
O abandono de gestos, ações
Falta tudo a muitos
Há tudo a poucos
Onde irá parar
Este ser que está se lixando?
Um chiclete na calçada
Um papel de bala
Cigarros sobre o chão
Estou me lixando
Em que coleta colocar este homem
Metal, plástico ou papel
Incinerado? e ele se deixa?
E das cinzas nascer de novo
Na alquimia de Deus
Água vira vinho
Morto passa a viver
Ficar se lixando...
Mentes baldias... não dá !

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