terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ser negro

Não consigo respirar...
Meu mal, nascer na cor errada
Sonho de Luther, igualdade
Não consigo respirar
Há morte em série...
aos que tem a cor errada
Morrem sem piedade
Não consigo respirar
Policia, justiça matam em série
Aos que tem a cor errada
Quantos são preciso para testemunhar?
Pobre Eric Garner seu crime capital
Ter a cor errada
Morreu com uma gravata
Por uma polícia branca
Que só enxerga o negro, como cor errada
Não consigo respirar...
Como tributo aos de cor errada
Provoco com uma pergunta
Se fosse o contrário
A justiça enxergaria a cor exata?...
Estamos de luto...cor de uma raça.

Um comentário:

  1. Olá, Aguiar.

    Essa questão do preconceito, infelizmente, ainda rodeia a nossa sociedade. Ontem mesmo, eu refleti sobre isso. Eu me lembrei da infância, quando as crianças pediam inocentemente: "Me empresta o lápis cor de pele...". Como se só existisse um tom de pele no mundo. O que mostra como os discursos são "empurrados" goela abaixo e as pessoas nem se dão conta.
    Uma bela poesia. Parabéns!
    Abraço!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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