segunda-feira, 13 de outubro de 2014

As portas

Oh! Nobre de berço
Há percepção sem objetivo
Há  distorção, alucinação
Cores e formas, céu e inferno
Há portas que a percepção é difusa
Over dose sem retorno
Livre Sem Deus 
Navio sem leme
rumo ao admirável mundo novo
Onde o homem ilha se perde em trilhas
O crack, caminho sem rumo
Efeito da mescalina e suas miragens
Morte em vida, porta larga...
Pedras de tropeço...
Só há um jeito de ultrapassar a morte
A certeza no que o olho não vê
Oh, nobre de berço não seremos livres
Se não conhecermos a verdadeira percepção
O quê eu frágil homem posso querer?
Como melhor se  sair das garras da morte?
O homem de Nazaré...e sua percepção
Senhor em suas mãos entrego meu espírito
Três dias....dormindo com Deus
O eterno não morreu
Foi preparar um novo céu um nova terra
O que Aldous Hexley precisava enxergar.




3 comentários:

  1. Olá, Aguiar
    Belo texto, como sempre.
    Sua percepção me lembrou um ótimo livro que li recentemente, da jornalista Eliane Brum: "A vida que ninguém vê". Continue postando seus textos.
    Abraço!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Amigo querido,
    Suas palavras são o eco da sabedoria do alto, da voz profética que ainda necessita clamar no deserto de nossas vidas. Deus nos ajude e continue a anunciar as boas-novas ao mundo surdo-mudo. Oxalá! Deus preencha nosso ser de coragem e de ousadia dos primeiros anos da cristandade.
    Um afetuoso beijo da filha-amiga

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  3. Irmão Aguiar, quão bom é encontrar pessoas como você que não retém o conhecimento, mas desaguá em outras vidas aquilo que Deus fizera e faz em sua vida, que Deus continue te inspirando pela percepção e meditação da vida para escrever as poesias, continue escrevendo, muito bom o seu blog, sim, gostei dessa poesia "As portas" um forte abraço!

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