quarta-feira, 27 de março de 2013

Por um fio

A vida  se desforma
Como os relógios 
Surrealismo de Dalí
Nosso realismo daqui
O tempo escorre de lá
A vida sangra de cá
Foi assim com o malabarista
Alpinista de vidraças
Foi assim na Paulista

Um ciclista caído na pista
Seu braço caído em um riacho
A procura do seu dono
Agora um semi-abraço
A vida está por um fio
Vodkas, energéticos, volantes
Não se vê o outro  
Não se vê a si
Vida por um fio
Balas perdidas
Babás enfurecidas
Dores...feridas...
Freud não explica
Vida por um fio
Tiros de fuzis
O vil metal maltrata
O vil metal que mata
O animal que sou
Jacques Derrida... estamos a deriva
Quem é animal , quem é humano?
O animal está nu, sempre nu
O homem se esconde
Suas máscaras, suas roupas...
Seu drama, teatro insano
Em um ato foi-se um braço
Em outro ato deu-se a vida
Quem estava por um fio
Deu a outra face
Face de perdão
Da desolação
A sublime lição
Eu preciso aprender
Não feche a cortina...

5 comentários:

  1. Seo Aguiar, é muito bom receber os elogios que sempre faz ao meu espaço, isso reforça cada vez a vontade de melhorar sempre. Obrigado!

    A Paz meu irmão!

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  2. Suas palavras são sabias- a vida realmente esta por um fio"
    Desculpe a ausencia"
    E obrigada por sua presença.
    anamenires.blogspot.com.br

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  3. TUDO ESTÁ POR UM FIO MESMO, CARO AGUIAR.
    BELÍSSIMAS PALAVRAS!!!
    ABRAÇOS!

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  4. Seo Aguiar, olha eu aqui de novo, como vai? To sentindo falta de sua participação lá nos blogs.

    Apareça meu amigo!

    Abraço

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  5. Sabe aquele abraço bem gostoso??
    Pois é esse que vim te deixar.
    Aqui deixo meu imenso carinho
    por você.
    Que seja nossa amizade
    a mais infinito que houver.
    Um Dia lindo e abençoado.
    Beijos no coração.
    Carinhos na Alma.
    Evanir.
    Eu adorei seus poemas lindos e com sentido
    das coisas.

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