terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tenho pensado


Nas tardes chuvosas
Fico em meu leito cismando
Elucubrações são muitas
Nosso tempo, as vidas
Sou um caniço pensante
O vento vem para vergar
Reflexões prosaicas são mais agradáveis
Mas temos coisas graves, inumeráveis
Não são banais
As possibilidades são muitas
Sabe o que muitos irão fazer amanhã ?
Chorar e lamentar
Os poderosos irão cometer os mesmos atos sórdidos
São sessões de torturas, que prazer!
Gente que fala contra o tráfico
Usa cocaína, na beira de suas piscinas
A sociedade a beira de sua falência
Tudo descrito em tintas confusas
Obscura tragédia em que mergulhamos
Como será o jornal amanhã ?
Ele nos revela aos poucos
A poesia também precisa mostrar
O que muito se recusam a ver
Voltemos nossos olhar o mais rápido
À lama em que nos colocamos
Ou fomos colocados?
Amanhã nosso rosto pode ficar mais sujo
Quando as nuvens estão carregadas
Sabemos que vem chuva
Há momentos que não temos clareza
Que direção tomar
Mas precisamos saber o que evitar
Entre o falso e o verdadeiro prezar
Há quem só acredita em seus sentidos
Há quem não acredita nada além dos seus sentidos
Sou um caniço pensante
Tudo está consumado
Guardo dentro de mim
Eles não sabem o que fazem
Tudo está consumado
Jesus foi além de um túmulo
Nos ensinou a fazer distinção
Entre vida e a morte
Sou um caniço pensante
Como estará o mundo
No dia de sua volta ?

Um comentário:

  1. Bem verdade é que nos mostram as Sagradas Escrituras... muitos ainda rejeitam a verdade e o verdadeiro sentido da vida.
    Os prosaismos da vida permitem que as pessoas estejam focadas apenas no hoje e no seu "futuro" material. O que será do meu amanhã seu eu não ganhar X, ou Y... Meu Deus como é difícil viver hoje a simplicidade do Evangelho.
    Soli Deo Gloria.

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