sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Éco


Éco não é coisa de boneco
São palavras ditas em prédios vazios
Vozes infantis que sonham brincar
Que buscam entender os seus dizeres
Olhares refletem a felicidade
Nada caro, nada raro
Um jeito de ser apenas criança
Ser boneco é coisa e adulto
Ser fantoche repetindo
Um som de um submundo
Por uns minutos, fama
Ruídos em corações vazios
Tudo caro e raro
Homens que não sabem sorrir
O mundo e seus negócios
O mundo e seus sócios
Dinheiro e poder
Mundo sem tempo
Homens espantalhos
Nos jardins do riso
Afastam crianças
Sonhos de bolas de sabão
Viagem em pipas
Passeios em barcos de papel
Quem sabe ainda haverá
Um cyborg-homem
Em nossas praças
Rodando pião
Jogando bolinha de gude
Gritando palavras ao vento
Vamos ser criança

4 comentários:

  1. Infelismente Suas palavras são verdadeiras;
    O mundo dos negocios mata a familia.
    Criança não é mais criança. desde cedo aprendem a se preparar para o mundo lá fora. Que mundo!
    Lindo texto! Parabens;

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  2. o eco vazio q habita no peito das crianças que hoje nao intendem porque estao tao separadas, mais aceitam como se fosse uma regra indispensavel. O mundo dos negocios nos preparam para solidão, as 4 paredes mortas é a meta do adolescente que acredita no sucesso, mais ainda nao sabe o que ele. Obrigada por sempre estar por perto! belo texto, beijos

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  3. Ah, meu amigo, tomara que Jesus volte logo e comece um novo mundo... Ele esteja contigo.

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